Petrobras na Mídia

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Notícias

BNDES empresta R2,49 bi para Petrobras fazer dutos no Amazonas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedeu financiamento de 2,49 bilhões de reais à Petrobras para construção do gasoduto ligando Coari a Manaus, no Estado do Amazonas.
O duto terá 383 quilômetros de extensão e será utilizado inicialmente para abastecer usinas termelétricas, que vão substituir o uso de óleo combustível por gás natural, e posteriormente para atender o setor industrial, comercial e residencial da região, informou a Petrobras em um comunicado nesta quarta-feira.
"O gasoduto terá dois pontos de entrega na cidade de Manaus, sete ramais de distribuição com comprimento de 126Km, para entregar gás em municípios próximos ao gasoduto e duas estações intermediárias de compressão de gás", informou a estatal.

Petrobras inicia operação de plataforma em Roncador

A Petrobras colocou em operação uma nova plataforma com potencial produtivo de 180 mil barris por dia (bpd), cumprindo seu objetivo deste ano em relação a capacidade, após meses de atraso.
Uma porta-voz da empresa afirmou na quarta-feira que a plataforma P-54 havia iniciado a extração de petróleo na Bacia de Campos durante a noite de terça-feira.
Esta é a segunda plataforma com capacidade produtiva de 180 mil bpd a entrar em funcionamento em Roncador nas últimas duas semanas e a terceira a iniciar as operações desde 16 de novembro, quando a Petrobras acionou a plataforma com capacidade de 100 mil bpd de petróleo leve do Campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo.
As plataformas vêm elevando lentamente o volume de produção e devem atingir capacidade total até o fim do primeiro semestre de 2008, quando mais plataformas devem entrar em funcionamento.
Todas as plataformas sofreram atrasos por conta de problemas com fornecedores em um mercado superaquecido e também devido à complexidade dos projetos. Ainda assim, a petrolífera somou 560 mil bpd à capacidade produtiva neste ano, conforme o planejado.
O Brasil tornou-se auto-suficiente em relação ao petróleo pela primeira vez no ano passado.
Durante os últimos 12 meses, a Petrobras também lançou outras três plataformas. A primeira foi inaugurada em dezembro de 2006, no campo de Jubarte, com capacidade para 60 mil bpd. Outra iniciou as atividades em janeiro deste ano, no campo de Espadarte Sul, com potencial produtivo de 100 mil bpd. A terceira, com capacidade para 30 mil bpd, foi lançada no campo de petróleo leve de Piranema, em outubro.
Devido aos grandes atrasos com o início das operações das novas plataformas e da lentidão no ritmo de crescimento da produção em outras, a Petrobras deve ter um incremento de apenas 1 por cento sobre a produção deste ano em comparação à média registrada no ano passado, de 1,78 milhões de bpd, abaixo da meta de crescimento inicial, de aproximadamente 10 por cento.
A produção interna de petróleo da Petrobras caiu 2,3 por cento em outubro, para 1,73 milhão de bpd ante setembro, 5 por cento abaixo dos níveis registrados no ano passado e acumulando o quarto mês consecutivo de quedas. Apesar disso, a empresa afirma que em novembro a curva de produção subiu novamente.
No próximo ano, a Petrobras - responsável por praticamente toda a produção e refino brasileiros - espera colocar em operação outras três plataformas, somando 460 mil bpd à capacidade.
As novas plataformas incluem o início das operações, em meados de 2008, de uma P-51 no campo de Marlim Sul, com capacidade para 180 mil bpd, o lançamento no segundo semestre da P-53 no campo de Marlim Leste, com potencial produtivo de 180 mil bpd, e a ativação da plataforma de petróleo e gás de 100 mil bpd Cidade Niterói, no campo de Jabuti.

Fonte: O Globo

Nelson Hubner adia visita para discutir investimentos da Petrobras na Bolívia

O ministro de Minas e Energia brasileiro, Nelson Hubner, adiou para sexta-feira a viagem que faria hoje à Bolívia com o objetivo de discutir os investimentos da Petrobras.
O Ministério de Hidrocarbonetos da Bolívia informou hoje que houve uma alteração na agenda para a reunião entre Hubner e o titular da pasta boliviano, Carlos Villegas, que foi adiada por dois dias.
Na terça-feira, Villegas disse que os "resultados" da negociação entre os dois Governos serão divulgados na segunda-feira, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bolívia.
Lula chegará a La Paz no domingo para se reunir com o governante boliviano, Evo Morales, e com a chefe de Estado chilena, Michelle Bachelet, e anunciar as obras de um corredor bioceânico que passará pelos três países.
Os Governos brasileiro e boliviano também devem anunciar na segunda-feira a criação de uma sociedade entre a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e a Petrobras.
A companhia brasileira tem previstos investimentos de US$ 750 milhões na Bolívia, afirmou na semana passada o assessor especial para Assuntos Internacionais de Lula, Marco Aurélio Garcia.

Fonte: Último Segundo

Petrobras fará leilão de biodiesel para garantir adição ao diesel

A Petrobras vai assumir a responsabilidade de formar estoques de biodiesel, segundo determinação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Com a medida, a agência quer garantir a oferta do combustível, cuja mistura (2%) ao diesel passa a ser obrigatória a partir de janeiro de 2008.
A decisão foi tomada ontem pela agência, que incumbiu a Petrobras e sua subsidiária, a Refap (Refinaria Alberto Pasqualini, subsidiária da estatal, de realizarem processo concorrencial para adquirir 100 milhões de litros de biodiesel (100 mil metros cúbicos) ainda este mês.
O período de formação de estoque por parte da Petrobras e da Refap vai até o dia 29 de fevereiro do próximo ano.
Segundo a ANP, poderão participar da concorrência os produtores que estejam autorizados pelo órgão, sejam detentores do Registro Especial da Secretaria da Receita Federal, tenham o selo "Combustível Social" e comprovem a contratação ou estoque físico de matéria-prima para a produção de biodiesel.
Há um mês, a ANP realizou leilões de biodiesel, que comercializaram 380 milhões de litros. O ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, já reconheceu que possa haver problemas na distribuição do biodiesel, mas garantiu que a mistura de 2% do biodiesel ao óleo diesel vendido no país será obrigatória a partir de janeiro, como prevê a lei. Para isso, seriam necessários 720 milhões de litros do biocombustível.

Petrobras muda modelo de contratação para reduzir custos

A Petrobras quer reduzir em até 40% o custo final do projeto da plataforma P-55, com a adoção de um sistema diferente de construção para a unidade. Em vez de licitar a plataforma junto a um construtor, que subcontrata os fornecedores, a estatal vai licitar cada parte separadamente. O casco será montado no dique seco do estaleiro Rio Grande (RS), e os blocos serão feitos no estaleiro Atlântico Sul (PE), mediante um custo final de US$ 392,6 milhões.
A P-55 vai integrar o campo de Roncador, na Bacia de Campos, e só vai operar a partir de 2012. Mas já a partir do ano que vem, Roncador tomará o posto de Marlim como o principal campo produtor do País, com 460 mil barris/dia. Isso acontecerá a partir da metade de 2008, quando as plataformas P-52 e P-54 atingirem o pico de produção. A P-54 entrou em operação ontem.
Para o projeto da P-55, a Petrobras fechou contrato de 5,5 milhões de euros com a companhia holandesa Gusto, que fará o projeto básico do top side (a parte complementar da plataforma, além do casco). Depois de definido esse projeto, a Petrobras vai apresentar às empresas nacionais o detalhamento que vai exigir do projeto, explica o gerente do empreendimento da P-55, Francisco Ramos.
"Em fevereiro ou março, queremos abrir as licitações, para termos o projeto pronto em abril. Queremos assinar todos os contratos até novembro", explicou a fornecedores, em evento promovido pela Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo).
A expectativa é que o conteúdo nacional da plataforma supere os 70% do total, com a confecção do casco no Brasil. A construção do casco será iniciada no dia 2 de janeiro.
A licitação da P-55 foi cancelada duas vezes. Na primeira, a Petrobras considerou que os preços apresentados pelos consórcios que se candidataram a tocar a construção estavam altos e decidiu reabrir a concorrência. Na segunda, ainda avaliando os preços como altos, decidiu negociar diretamente com cada concorrente, até optar pelo desmembramento da licitação.

Fonte: Folha Online

Petrobras apresenta programa que investirá R$ 1,2 bilhão até 2012 em projetos sociais

Após ser lançado nacionalmente, foi apresentado ontem em Rio Branco o programa Desenvolvimento & Cidadania Petrobras, que vai investir, até 2012, R$ 1,2 bilhão em projetos com foco em Geração de Renda e Oportunidade de Trabalho, Educação para a Qualificação Profissional e Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente.
O objetivo da iniciativa é atender nos próximos seis anos cerca de 4 milhões de pessoas diretamente e 14 milhões de forma indireta, além de alcançar outros 27 milhões de pessoas com ações de comunicação e difusão da cidadania. As organizações sociais que desejem participar da seleção pública anual do benefício pode se inscrever até o dia 13 de janeiro de 2008 no site www.petrobras.com.br.
A equipe técnica da companhia esteve ontem na capital acreana para esclarecer dúvidas sobre o programa. Na oportunidade, Janice Dias, gerente de Programas Sociais da Petrobras, argumentou que desde 2003 o regulamento prevê que cada Estado do país deve ser contemplado com a provação de pelo menos um projeto.
“No ano anterior os acreanos inscreveram cerca de 25 projetos, sendo que um deles foi agraciado”, lembrou Janice.
Ela frisou que, após as inscrições, os projetos devem ser enviados pelos Correios para a Petrobras, ressaltando que a divulgação dos trabalhos selecionados terá início no mês de maio.
“O programa pretende ampliar o horizonte de atuação na área social com um processo de gestão aprimorado pela empresa. Ele visa contribuir para a redução da pobreza e da desigualdade”, salientou Janice.
Entre as organizações acreanas que deve se inscrever no programa está o Grupo de Pesquisa de Extensão em Sistemas Agroflorestais do Acre (Pesacre). Mirna Caniso, representante da entidade, conta que soube do lançamento do edital do programa pela internet, e aguardava a chegada da Caravana da Petrobras ao Acre para saber mais sobre a iniciativa.
“Acredito que as ONG’s no Acre já têm um trabalho bem ampliado e reconhecido, restando apenas um pouco mais de apoio. Podemos observar muitos financiadores internacionais saindo do país, o que prejudica de certa forma a manutenção do trabalho das organizações não-governamentais. Então, essa oportunidade que a Petrobras está proporcionando é excelente para quem já vem atuando nessa região”, assegurou Caniso.

Mais sobre o regulamento - Os projetos inscritos devem contemplar ações diretas que se relacionem às atividades de implantação, implementação, expansão, aperfeiçoamento ou replicação do projeto. Para esta seleção foram destinados R$ 27 milhões, podendo ser inscritos projetos que solicitem valor de patrocínio de até R$ 690 mil por ano, com possibilidade de renovação por até dois anos.
Projetos de valor superior a R$ 690 mil serão aceitos, desde que os valores solicitados à Seleção Pública 2007 não ultrapassem essa soma. Os excedentes devem ser provenientes de outras fontes, e a captação desse valor deve estar assegurada pela participação de outras entidades, sendo obrigatória sua comprovação para a contratação pela Petrobras.
Cada organização poderá inscrever até três projetos, mas só poderá ser contemplada em um único projeto. Cada coordenador geral do projeto poderá ter até três projetos inscritos sob sua coordenação, sendo que só um destes poderá ser patrocinado.

Fonte: Página 20 Online

Petrobras anuncia aumento de oferta de gás em cinco anos

O gerente-geral de Operação de Logística de Gás Natural da Petrobras, Sérgio Abramant Guerbatin, informou há pouco que a oferta de gás natural no Brasil passará de 70,6 milhões de metros cúbicos por dia para 134 milhões m³/dia até 2012. A oferta inclui o gás produzido no País e o importado. Na previsão para 2012, gás natural liquefeito (GNL) deverá somar 31,1 milhões de m³/dia.
Segundo o gerente, até 2012, serão investidos 18,2 bilhões de dólares (cerca de R$ 32bilhões) na cadeia do gás natural no Brasil. Também haverá um investimento de R$ 6,6bilhões na malha de gasodutos.
Guerbatin, que participa de audiência sobre a possibilidade de escassez de gás natural no Brasil, lembrou que em 2006 esse produto teve participação de 9,6% na matriz energética nacional. Segundo ele, o acionamento de termelétricas movidas a gás, que atuam como complemento de hidrelétricas, não significa risco de escassez de energia, mas a preservação dos reservatórios de água.
A audiência é promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e ocorre no plenário 5.

Fonte: Agência Câmara

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Não ria por favor...


Noticias

Bolívia e Brasil avaliarão negociação sobre novos investimentos energéticos

Os Governos da Bolívia e do Brasil se reunirão amanhã para avaliar o avanço das negociações sobre os novos investimentos energéticos que a Petrobras pretende efetuar no país andino, informaram hoje fontes oficiais.
O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, anunciou durante uma entrevista coletiva o encontro que terá amanhã em La Paz com seu colega brasileiro de Minas e Energia, Nelson Hubner.
Villegas não quis antecipar detalhes sobre a agenda da reunião e se limitou a comentar que os "resultados" da negociação entre os dois Governos serão conhecidos na próxima segunda-feira, durante a visita à Bolívia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula chegará no domingo a La Paz para se reunir com seu colega boliviano, Evo Morales, e com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, e anunciar as obras de um corredor bioceânico que vai atravessar os três países.
Os Governos da Bolívia e do Brasil também prevêem anunciar na próxima segunda-feira a criação de uma sociedade entre as empresas petrolíferas estatais Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e Petrobras.
A Petrobras tem previstos novos investimentos na Bolívia no valor de cerca de US$ 750 milhões, sustentou o assessor especial para Assuntos Internacionais de Lula, Marco Aurélio Garcia, em entrevista publicada no final de semana no jornal La Razón, de La Paz.
A petrolífera brasileira, a maior companhia estrangeira na Bolívia, foi uma das mais afetadas pela decisão do presidente Morales de nacionalizar os hidrocarbonetos, embora muitos críticos tenham dito que na realidade esta medida consistiu apenas em uma reforma tributária.
Desde então, a Petrobras somente faz os investimentos necessários para manter as atividades que desenvolve no país.
Na semana passada, o ministro Villegas reconheceu que houve tensões com a Petrobras, "como sempre existem em uma relação contratual", mas assegurou que o importante "é que Bolívia e Brasil jamais se distanciaram como Governos".

Fonte: A Tarde

Petrobras e Atlântico Sul fecham acordo por P-55

A Petrobras e o Estaleiro Atlântico Sul assinaram ontem o contrato para a construção do casco da plataforma P-55, a ser instalada no campo de Roncador. A estrutura da plataforma, fruto de investimentos da ordem de US$ 392,6 milhões, será feita em Suape (PE). Já a montagem do casco e a construção de tubulações e estruturas auxiliares serão realizadas no dique seco de Rio Grande (RS).
De acordo com a Petrobras, o projeto executivo e a aquisição de equipamentos e materiais serão feitos a partir de janeiro. Os serviços de construção de tubulações, por sua vez, começam em agosto no Rio Grande do Sul, enquanto que a fabricação dos blocos começará em novembro, em Pernambuco.
A P-55 terá capacidade de produção de 180 mil barris diários de petróleo.

Fonte: Gazeta Mercantil

"Bovespa vai à Petrobras" chega ao Terminal Ilha D´Água - RJ, nesta quarta

O programa de popularização do mercado de ações "Bovespa vai à Petrobras" fará nesta semana seu último evento do ano, nos dias 12 e 13, no Terminal Ilha D´Água, no Rio de Janeiro. A equipe do programa prestará atendimento, durante o expediente, aos 1.000 trabalhadores do Terminal, para explicar, de forma simples e didática, o funcionamento do mercado de ações e dos clubes de investimento. Os funcionários terão ainda a oportunidade de assistir à palestra "Introdução ao mercado de ações".
O "Bovespa vai à Petrobras" teve início em 03 de setembro, no Rio de Janeiro, e vai percorrer, até abril de 2008, 51 unidades da empresa, em 18 estados brasileiros, para apresentar o mercado de ações a cerca de 150 mil trabalhadores. A jornada conta com o suporte do escritório
itinerante da Bolsa, o "Bovmóvel". A retomada das atividades ocorrerá em março de 2008, quando o programa visitará duas sedes da empresa no Amazonas, uma em Manaus (24 a 26/03/2008) e outra em Urucu (25 a 28/03/2008).
A programação completa e o diário de bordo do Bovmóvel com fotos e curiosidades de cada etapa da viagem estão disponíveis no hot site www.bovespa.com.br/bovespavaiapetrobras . Em sua primeira edição, realizada de março a junho de 2005, o "Bovespa vai à Petrobras" percorreu 34 unidades da companhia, localizadas em 30 cidades, de 14 estados, atingindo 65 mil trabalhadores.

Sobre o programa de popularização do mercado de ações
A campanha de popularização foi criada em 2002 com o objetivo de esclarecer sobre o funcionamento do mercado de ações. Batizado de "Bovespa vai até Você", o programa está dividido em módulos para atender a públicos específicos, tais como "Bovespa vai à Fábrica",
"Bovespa vai à Universidade", "Bovespa vai à Praia", "Bovespa Delivery", "Mulheres em Ação", entre outros.
As solicitações de palestras podem ser feitas por meio do Serviço de Atendimento ao Público (SAP) 0800 771 0194 e do e-mail bovespavaiatevoce@bovespa.com.br, serviços especialmente criados para o público.
Mais informações:Assessoria de Imprensa BovespaTelefones: (55 11) 3233-2372 /2093/2025/2498

Fonte: BOVESPA

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Notícias

Donos da Unipar brigam por controle com Petrobras

Uma semana depois de fechar um acordo histórico com a Petrobras, a empresa petroquímica Unipar está às voltas com uma nova disputa entre os membros da família Geyer pelo controle do grupo. Há anos, os parentes brigam para ver quem manda na empresa. As disputas pareciam superadas durante as negociações com a Petrobras. Mas agora estão voltando, com uma diferença: os interesses da Unipar estão mais amarrados do que nunca com os da Petrobras. Com o recente acordo, a Unipar virou o segundo maior grupo petroquímico do País, tendo a Petrobras como sócia minoritária.
Pelo acordo, a Petrobras e a Unipar uniram suas empresas petroquímicas no Sudeste, incluindo a Suzano Petroquímica - que acaba de ser comprada pela Petrobras. O novo grupo - chamado provisoriamente de Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS) - deve ser um grande produtor de matérias-primas para plásticos e faturar cerca de R$ 6,1 bilhões por ano.
Depois de uma intensa batalha de bastidores, a Unipar conseguiu ser a líder do novo grupo, com 60% das ações, enquanto a Petrobrás ficou com os 40% restantes. A Petrobras ganhou o direito de veto de algumas decisões estratégicas, mas a Unipar conseguiu mais: o controle do grupo e o direito a nomear o presidente da nova companhia. Com o acerto, Unipar deu um salto, mais do que dobrou de tamanho e se tornou o segundo maior grupo petroquímico do País, atrás apenas da Braskem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Petrobras quer incentivar mistura maior do biocombustível

A Petrobras quer terminar 2008 vendendo mais biocombustível do que o volume obrigatório da mistura de 2% no diesel, o chamado B2. Para isso, o presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, diz que a companhia vai lançar um esforço conjunto para incentivar grandes empresas a consumirem uma mistura maior em suas frotas cativas, a exemplo do que já faz hoje a Vale, que adiciona 20% do bicombustível em seus veículos.
Segundo Dutra, uma provável empresa que deverá assinar os mesmos termos de compromisso é a Aracruz, que está negociando com a BR este adicional de mistura. A distribuidora também tem como alvo, segundo Dutra, frotas cativas de ônibus urbanos, e já fechou contrato com a empresa Vip, de transporte urbano na capital paulista.
Entre as vendas de B2 e os contratos já firmados junto à Vale e à Vip, a Petrobras deve negociar 28 milhões de litros mensais em 2008. Ele não quis informar uma meta acima deste volume almejada pela empresa para atingir no ano, mas garantiu que este volume deverá crescer.
Para Dutra, as dificuldades encontradas no início da adição voluntária de biodiesel no mercado nacional, já estão "praticamente superadas". Ele lembrou que houve um período - entre junho e agosto - em que houve uma redução na entrega do produto e admitiu que em parte este atraso se deveu à dificuldade da companhia em buscar o combustível junto às produtoras. "É uma logística totalmente diferenciada. Ao contrário das refinarias da Petrobras, que estão localizadas no litoral, as unidades produtoras estão no interior do país nos pontos mais diversos", argumentou.

Oferta

Dutra comentou ainda que houve uma nova redução da oferta do biodiesel neste final de ano, mas "nada que comprometa a entrega". "E mesmo que houvesse falta do combustível, a mistura só será obrigatória a partir de janeiro", lembrou.
A redução da oferta se deve às produtoras, que conseguiram vender o biodiesel por um preço melhor nos últimos leilões, e optaram por deixar para entregar o combustível já com o novo preço. "Ora, se eles têm contratos que não são obrigatórios de serem cumpridos por um preço menor, e outros que são obrigatórios, por um melhor preço, é natural que haja esta migração", disse, ressaltando que o não-cumprimento dos contratos no próximo ano deverá ser punido multas severas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).


Fonte: A Tarde

Programa Petrobras investirá R$ 1,2 bi, até 2012, em projetos sociais

A Petrobras convida para a Caravana Social Petrobras, a ser realizada no dia 12 de dezembro (quarta-feira), no Hotel De Ville. Na audiência pública será feita uma apresentação do Programa Desenvolvimento & Cidadania Petrobras, que até 2012 vai apoiar anualmente projetos sociais escolhidos por seleção pública. O objetivo da audiência é divulgar os critérios para a seleção pública de projetos que serão patrocinados pela Petrobras no próximo ano.
Até 2012, o novo Programa, vai destinar investimentos da ordem de R$ 1,2 bilhão para projetos que tenham como linhas de atuação a Geração de renda e oportunidade de trabalho; a Educação para a qualificação profissional, e a Garantia dos direitos da criança e do adolescente. O objetivo da iniciativa é, ao longo desse período, atender quatro milhões de pessoas diretamente e 14 milhões de forma indireta.
O Programa foi lançado oficialmente no dia 21 de novembro, no Palácio do Planalto, em Brasília. O evento contou com as presenças do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, da ministra interina do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes e do presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young.

Fonte: 24 horas news

Bovespa sobe 1,96%, com destaque para Petrobras e Perdigão

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subia 1,96% nesta quarta-feira, aos 64.724 pontos, com forte destaque para as ações da Petrobras e da Perdigão. às 12h36m, O dólar recuava 0,66%, negociado a R$ 1,797, enquanto o risco-país caía 2,16%, a 226 pontos centesimais.
As ações da estatal de petróleo sobem juntamente com as cotações do barril no mercado internacional, depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu manter sua produção. Os papéis preferenciais têm ganho de 2,76%, a R$ 76,55. No mercado internacional, o barril do óleo WTI ganhava 1,78% em Nova York, a US$ 89,89; o Brent subia 1,24% em Londres, a US$ 90,71.
Já as ações da Perdigão subiam diante de notícias divulgadas na imprensa de que a venda do controle da empresa estaria sendo negociado com a Kraft Foods. As ações ganhavam 6,89%, negociadas a R$ 46,50.
O dia também é de trégua nos Estados Unidos. O índice Dow Jones subia 0,84%, aos 13.360,9 pontos; o Nasdaq ganhava 1,11%, a 2.648,97 pontos; e o S&P tinha alta de 0,92%, a 1.476,19 pontos.

Fonte: O Globo Online

Campo no ES já estava programado para operar

O campo de Camarupim, no Espírito Santo, onde a Petrobrás anunciou ter encontrado novas reservas de gás e óleo leve (de melhor qualidade), já estava programado para entrar em operação até dezembro de 2008 e produzir 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, mais 35 mil barris de óleo diários. O campo, localizado ao norte de Vitória, havia sido descoberto em 2006, e a cada nova perfuração vem se confirmando como um excelente potencial de reservas de óleo leve e gás.
Na verdade, a qualidade do óleo encontrado no local, e a disponibilidade do gás natural – que apresenta déficit elevado no Brasil – são destaques maiores do que propriamente os volumes localizados de reservas na área. O óleo, de 29 graus API (medida em que quanto maior o numeral, de maior qualidade é o óleo) se equipara ao de Tupi, com 28 graus.
O professor Giuseppe Bacoccolli, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou que, na época de sua descoberta, o campo de Camarupim teve reservas anunciadas na faixa de 170 milhões de barris de óleo equivalente (considerando gás e óleo leve). “Isso está, claro, muito longe do volume de 5 bilhões a 8 bilhões de barris encontrados em Tupi”, lembrou, comentando que os resultados dos dois poços perfurados pela Petrobrás vêm confirmar boas perspectivas para a região, mas não mudam significativamente o quadro das reservas nacionais.
A transferência do óleo que será produzido pela plataforma será feita por um navio aliviador. Já a produção de gás, que em parte será absorvida pela unidade, será escoada por um gasoduto, que ligará a plataforma à Unidade de Tratamento de Gás Natural (UTGN) de Cacimbas. O campo, em que a El Paso também participa com 35%, está ao lado de Golfinho, área em que a Petrobrás também encontrou óleo leve e gás natural, e onde foram identificadas reservas potenciais de 450 milhões de barris de óleo equivalente.
Golfinho produz hoje cerca de 150 mil barris por dia. Em 2010, o Espírito Santo, pelas previsões da Petrobrás, será o maior fornecedor nacional de gás natural do país, com cerca de 20 milhões de metros cúbicos por dia.

Fonte: Gazeta do Povo

Fundos Vale e Petrobras estão entre as aplicações mais rentáveis de 2007

Os investidores que possuem aplicações em fundos de investimento com ações da Vale e Petrobras estão entre os que mais ganharam dinheiro em 2007.
Segundo o último dado publicado pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), até a última segunda-feira (3), os fundos Vale-FGTS acumulavam uma valorização de 94% no ano, o melhor resultado entre os fundos mais populares. Já os fundos Petrobras acumularam alta de quase 60%.
Outros fundos de ações também acumularam bons resultados. Os fundos PIBB subiram 47,7% e os fundos Ibovespa, 40,3%. No mesmo período, a bolsa paulista teve uma alta de 42%.
As aplicações em renda fixa tiveram uma rentabilidade entre 11% e 12%, com destaque para os CDBs, que tiveram um rendimento pouco superior ao dos fundos.
A caderneta de poupança, que bateu neste ano mais um recorde de aplicações, subiu 7,7%. Apesar do rendimento mais baixo em relação aos outros investimentos, o ganho representa mais que o dobro da taxa oficial de inflação (3,7%).
A lanterna do ranking vai ficar novamente com o dólar, que já caiu quase 20% neste ano.

Fonte: G1

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

ACT 2007: Litoral Paulista rejeita proposta empresa

Por 469 votos contra e 238 a favor e 1 abstenção os petroleiros do Litoral Paulista rejeitaram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho da Petrobrás.
Os 708 votos foram contabilizados nas quatro assembléias realizadas nesta quinta e sexta-feira (três em Santos e uma em São Sebastião). Logo após a última assembléia, realizada na tarde de hoje, o sindicato encaminhou oficialmente a empresa a posição dos trabalhadores.

Plenária
Neste sábado a diretoria do Sindipetro-LP participa de plenária com os representantes dos outros sindicatos que integram a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP). No encontro serão discutidos os próximos encaminhamentos da campanha salarial que serão submetidos à avaliação da base.
A rejeição da proposta da Petrobrás mostra que aqui no Litoral Paulista é diferente! Ao contrário da federação amiga da companhia, os sindicatos da FNP acreditam que é possível progredir no atendimento das principais reivindicações. Na mesa de negociação melhoramos a proposta com a retirada do Banco de Horas, enquanto o braço sindical da empresa realizava assembléias em suas bases indicando a aceitação da pauta rebaixada.
Com mobilização temos condição de avançar mais!

Fonte: Sindipetro LP

Notícias

'A Lei do Petróleo deve mudar'

Para executivo, lei foi feita em circunstância diferente da atual. ‘Há dez anos havia alto risco e falta de atratividade

Num momento em que o mercado de petróleo parecia afastar o risco de mudança no marco regulatório do setor, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, assume uma defesa veemente de alterações na Lei do Petróleo, em conseqüência dos indícios de existência de grandes reservatórios de petróleo na camada de pré-sal.
Em entrevista ao Estado, na quarta-feira, em Brasília, depois de duas reuniões no Palácio do Planalto - uma com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outra com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff -, o executivo defendeu abertamente a reformulação da Lei 9.478, sancionada há dez anos. “A lei foi feita numa circunstância em que havia alto risco e falta de capitais e de atratividade, que é completamente diferente (da atual)”, justificou, frisando que a questão não se resume à forma de tributar a produção de petróleo.“O que estou dizendo é apenas o seguinte: uma coisa é você comprar um BMW; outra é comprar um BMW pagando um Fusca. E era isso que ia acontecer”, diz ele, animado com as perspectivas da área de Tupi e deixando no ar a possibilidade de o campo ser batizado com o nome de Lula.
Gabrielli considerou improcedentes as críticas que circularam entre as empresas privadas, que estranharam o fato de o anúncio de retirada de 41 blocos de leilão ter sido feito na sede da Petrobrás, uma das participantes da disputa. Naquele dia, até mesmo o presidente Lula deslocou-se de Brasília para o Rio, para a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) na estatal. O fato foi visto como mais um cruzamento indevido de papéis entre política governamental e estratégia comercial da principal empresa do setor.

Por que o anúncio de retirada das 41 áreas do leilão foi feito na Petrobrás, às vésperas do leilão?

Nós concluímos os nossos testes nos dias 5 ou 6 de novembro e chamamos o CNPE para apresentá-los na nossa sala. Só podia ser lá, porque os computadores estavam lá. A sala de 3D, sala de demonstração e de estudos. Nós informamos a descoberta em Tupi e em algumas áreas fora de Tupi. Temos o Espírito Santo, Rio, São Paulo e Santa Catarina. Perfuramos dois poços em Tupi, dois perto, em áreas nossas, três no Espírito Santo e um no Rio. Foram 15 poços, mas testamos esses oito. Ao fazer os testes, verificamos que havia homogeneidade de áreas e que é possível que haja uma identidade no pré-sal, que é uma área gigantesca, na qual Tupi ocupa uma pequena parte. Informamos ao CNPE, que verificou que havia, em torno de Tupi e em outras áreas, 41 blocos cuja probabilidade de descoberta é muito alta. Como em qualquer país no mundo, o CNPE, representando o interesse da Nação, decidiu tirar do leilão essas áreas, cujo risco exploratório é menor, porque já existem descobertas efetivas. Essa decisão é do CNPE, que a ANP (Agência Nacional de Petróleo) cumpriu. A Petrobrás não tem nada a ver com isso. Até agora, não houve mudanças na legislação. Eu acho, inclusive, que deveria haver.

Por que? Isso não poderia ser resolvido alterando os contratos?

Porque não podemos tratar de maneira igual áreas maduras, áreas de alto risco exploratório, de baixo risco exploratório. São áreas distintas, que precisam ter instrumentos e formas de regulação distintos. Não dá para ser no nível contratual, porque a estabilidade regulatória nos contratos é muito menor do que na lei, que precisa passar pelo Congresso. E, hoje, só temos uma forma, que é concessão.

Então, o sr. acha que o modelo tem de ser mudado?

O modelo tem de mudar. Não é só uma questão de ganho. Existe uma nova realidade, há um paradigma de produção e exploração petrolífera no País distinto. Evidente que, se há uma província petrolífera nas dimensões da que a gente imagina, isso muda de patamar a exploração de petróleo no País. Os instrumentos têm de se adequar à nova realidade.

Instrumentos já conhecidos, como partilha de produção?

Instrumentos que existem no mundo. O mundo inteiro tem experiência de áreas muito prolíficas em petróleo.

Para isso não é necessário uma estatal 100% da União?

Pode ser ou não. É uma opção que o País vai ter de fazer. Mas não precisa ser assim. Tem países em que é assim, outros não. Os modelos são muito variados.

O sr. está dizendo que a Petrobrás deveria ser a operadora dessas áreas, atraindo parceiros?

Não estou dizendo isso. O que eu disse é que o risco exploratório do pré-sal, ao nosso ver, é menor. E o volume provável é maior do que a tradição. Portanto, acredito que os instrumentos existentes pela Lei do Petróleo são insuficientes para permitir as opções que o País tem de tomar, frente a essas novas realidades. Estou dizendo que o Congresso Nacional tem de decidir. Não estou dizendo que a Petrobrás decida ou que fique com isso. Estou dizendo que a lei foi feita numa circunstância em que havia alto risco e falta de capitais e de atratividade, que é completamente diferente (da atual). A lei do petróleo é de 1997/98, o preço do petróleo era baixo, o País tinha alto risco e o risco exploratório era alto. Hoje, o risco exploratório é baixo, não há problemas de acesso de capitais, porque o País tem risco financeiro baixo.
Mas, enquanto concessionário, o sr. está defendendo, então, uma redução da receita da própria Petrobrás, com esse projeto.
Não. Nossas áreas estão intocadas. Todas as áreas concedidas estão intocadas, nenhuma foi alterada.

A Petrobrás tem uma proposta sobre o novo modelo?

Não, evidentemente, isso será discutido pelo Congresso, não tem outro jeito. Será uma decisão de governo, de Congresso.

E por que essa distinção por áreas não pode ser feita pela ANP nos contratos?

Como, se os direitos de concessão são semelhantes? Não se trata apenas de pagamento de royalties ou participação especial. Esse é o problema. O que significa royalty: pago pelo que eu produzir. Isso é correto quando se tem risco exploratório: vou investir e, se descobrir, tenho uma renda fixa para pagar. O que estamos dizendo é que, quando não se tem risco exploratório, tem de participar dos ganhos.

É estranho uma petroleira sugerir mudanças que, teoricamente, lhe são prejudiciais...

Por que prejudicial? Nós temos o maior conhecimento da área. Quem está melhor posicionado nisso somos nós. Você pode dizer que seremos beneficiados, não prejudicados. Quando se tem uma situação de definição de regras, você compete de acordo com elas. Quem, no Brasil, tem melhor condição de competir quaisquer que sejam as regras? A Petrobrás. O que estou dizendo é apenas o seguinte: uma coisa é você comprar um BMW, outra coisa é comprar um BMW pagando um Fusca. E era isso que ia acontecer.

Qual é a estimativa da Petrobrás para as reservas no pré-sal?

É muita coisa. Não posso dizer quanto. É muito. Só na área de Tupi, que é pequena, são entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. O pré-sal vai ser algumas vezes mais do que isso.

Já foi decretada a comercialidade de Tupi?

Não. Temos até o fim de 2009 para declarar.

E vai chamar-se Lula, como estão dizendo?

Não sei (risos).

Comentou-se que poderia ter o nome desse molusco...

Pode ser um molusco (risos). Os nomes dos campos são dados na declaração de comercialidade.

Irany Tereza e Nicola Pamplona

Fonte: O Estado de São Paulo

Lula libera R$ 12 milhões para livrar carnaval do Rio de 'interferências'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, neste sábado (8), a liberação de R$ 12 milhões para os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval 2008.
O apoio às 12 escolas seria para livrar o carnaval de influências políticas em enredos ou na direção cultural das agremiações.
Cada escola vai receber R$ 1 milhão, de acordo com o anúncio feito pelo presidente durante encontro no Hotel Glória, Zona Sul do Rio, com o governador Sérgio Cabral; o ministro da Cultura Gilberto Gil; o presidente da Liga das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Luiz Castanheira; e de representantes das agremiações.
Segundo Sérgio Cabral, o patrocínio será feito por empresas petroquímicas, lideradas pela Petrobras. A doação, que será anual, atende um pedido feito pelas escolas, em novembro, durante cerimônia de oficialização do samba carioca como patrimônio cultural imaterial do Brasil.
“Eu acho muito importante que as escolas tenham uma autonomia para que as más influências não prejudiquem um patrimônio popular e tão querido do provo brasileiro”, disse o governador, esquivando-se de comentar se “as más influências” nas escolas seriam provenientes do envolvimento dos bicheiros no carnaval.
“O presidente destacou um ponto importante. É um apoio generalizado. Isso livra qualquer influência política no carnaval, influências em enredo, na direção cultural da pensata de cada escola”, prosseguiu Cabral. Segundo o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, o mais importante é que as escolas vão poder doar mais fantasias para integrantes das comunidades, aumentando a participação deles nos desfiles.
‘Essa verba vai ser importante para o carnaval carioca. Não só para as escolas, mas também para o público que assiste e vive o carnaval. O dinheiro será destinado exclusivamente para as escolas de samba que poderão investir e incrementar o seu desfile”.
A Liesa espera que o governo federal libere a verba ainda no mês de dezembro.

Fonte: G1

Petrobras aposta em biocombustíveis para frear mudança climática

A Petrobras aposta na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática realizada em Bali para estimular o uso dos biocombustíveis como alternativa para frear o aquecimento global.
"Viemos compartilhar com a comunidade internacional o que estamos fazendo na Petrobras para contribuir com a redução da mudança climática", declarou hoje à Agência Efe Vicente Hermogério, conselheiro de Emissões de Gás da Petrobras.
"Os biocombustíveis são uma longa e sólida ponte para a sustentabilidade energética", disse Hermogério, que lembrou que "a produção de biocombustíveis do Brasil tem a melhor percentagem de eficiência energética do mundo".
Hermogério afirmou que é possível produzir bioetanol de forma sustentável e respeitosa com a sociedade e o meio ambiente.
"A produção de biodiesel da Petrobras acontece estritamente sob os princípios de trabalho social estabelecidos pela lei brasileira em 2004, priorizando os pequenos agricultores e as áreas nas quais não há selvas", indicou.
Marina Grossi, coordenadora da Câmara Técnica de Energia e Mudança Climática do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, afirmou que a produção de biocombustíveis no Brasil não é como em outros países, como a
Indonésia ou os Estados Unidos, onde está causando controvérsia.
"No Brasil temos muita experiência na produção de bioetanol e estamos conseguindo produzir este tipo de energia de forma sustentável", declarou à Efe.

Fonte: UOL Noticias

Diesel menos poluente esbarra na baixa demanda

A quase um ano do início das novas metas do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), o Brasil parece distante de cumprir as normas mais rígidas de emissões de gases poluentes e particulados. As fabricantes de veículos no País ainda não se preparam para lançar motores a diesel que permitam o cumprimento dos limites estabelecidos na nova etapa do programa. Por outro lado, a Petrobras só garante para as distribuidoras o diesel melhorado, com baixa emissão de enxofre, caso haja demanda. Assim, no entendimento da estatal, isso requer que a frota de veículos brasileira rode com motores de última geração. Está criado o impasse.
As novas metas do Proconve, que existe desde 1986, foram estabelecidas pela resolução nº 315/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), ligado ao Ministério do Meio Ambiente. A norma estabelece novos limites máximos de emissão de particulados e gases de veículos a partir do primeiro dia de janeiro de 2009, mas pouco foi feito efetivamente por fabricantes, distribuidoras, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Petrobras para o cumprimento da exigência.
O primeiro indício foi a demora da especificação do combustível que contribuirá para o cumprimento da meta, o diesel 50 ppm (partes por milhão). A ANP levou praticamente cinco anos para especificar o produto, tendo divulgado no último dia 16 de outubro a norma com as características técnicas do novo diesel. A demora na regulamentação, inclusive, foi alvo de ação judicial da organização social Movimento Nossa São Paulo contra a agência no Ministério Público Estadual de São Paulo.
Segundo a estatal, a produção nacional de diesel 50 ppm só deve ocorrer entre 2010 e 2011. No último dia 27 de novembro, o diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, ponderou que não basta apenas o combustível de melhor qualidade. É necessário também que a frota de veículos brasileira esteja equipada com motor da categoria Euro IV, cuja tecnologia ainda não é produzida no Brasil.
Estatal diz que cumpre metas - O executivo, porém, negou que a companhia tenha ficado de braços cruzados durante os últimos cinco anos. De acordo com Costa, a Petrobras trabalha há três anos no tema e até 2012 investirá R$ 9 bilhões na melhoria da qualidade do diesel. Ele ainda lembrou que a companhia vem cumprindo todas as metas do Proconve, alegando que no início da década de 1990 o diesel comercializado no País era de 13 mil ppm e hoje é de 500 ppm.
É verdade que o diesel 500 ppm está disponível, porém apenas nas regiões metropolitanas, enquanto o resto do País ainda consome o produto de 2 mil ppm de teor de enxofre. A expectativa da Petrobras é de que não comercialize mais o diesel 2 mil ppm até o ano de 2013. Nesse sentido, há pouco a comemorar quando se observa que nos Estados Unidos e no Japão o padrão é o diesel 10 ppm.
Os fabricantes de veículos, por sua vez, alegam que antes de desenvolverem o motor Euro IV no Brasil era necessário conhecer as especificações técnicas do diesel 50 ppm. Isso já deveria ser de conhecimento do mercado com três anos de antecedência do início das novas metas de emissões, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), com base na lei federal nº 8.723/1993, que dispõe sobre a redução de emissões dos veículos. Se essas empresas cumprirem à risca esse prazo, o País só passará a produzir internamente a nova categoria de motores a partir do início da próxima década.
Custo para consumidor - Do ponto de vista econômico, o cumprimento das novas metas de emissão não deverá sair barato para os consumidores. Além dos motores mais sofisticados, o diesel 50 ppm exige adaptações dos postos de distribuição para o recebimento do produto, como um tanque de armazenamento próprio e uma bomba específica. Além disso, demanda também um tanque exclusivo para uréia, componente químico adicionado no motor que é responsável pela redução dos gases e particulados. Cada litro de diesel demanda 50 mililitros de uréia. Por último, a Petrobras já sinalizou que o diesel em si será mais caro que o vendido atualmente.
Esses são alguns dos motivos que explicam o pouco interesse dos agentes envolvidos no processo. Diante do tamanho do Brasil, é pouco provável que toda infra-estrutura necessária para distribuir o diesel esteja concluída até 2009. Contribui negativamente também o preço mais caro do combustível e o valor mais elevado do veículo Euro IV, o que deve dificultar a adesão dos consumidores ao modelo no momento da renovação da frota. A uréia, fundamental para reduzir as emissões, também precisará ser importada porque a oferta nacional é insuficiente para atender a atual demanda, puxada pelos setores de fertilizantes e pecuária.
Após a publicação da resolução da ANP, a Petrobras passou a adotar o discurso de que o Brasil contará com o diesel 50 ppm em 2009 se houver demanda do mercado. A estatal diz que, no primeiro momento, até importaria o produto para o atendimento do consumo local, mas isso exige que os veículos equipados com motor Euro IV já estejam rodando, porque a utilização do novo combustível em modelos atuais resultaria em benefícios limitados. Segundo estudo do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), a redução das emissões seria de apenas 15%, enquanto no Euro IV o porcentual alcançado é de quase 100%.

Fonte: A Tarde Online

Petrobras e Samsumg vão exportar etanol à Coréia

A Petrobras e o grupo sul-coreano Samsumg assinaram nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, um Memorando de Entendimento para a exportação à Coréia do Sul de etanol.
Em comunicado, a Petrobras informou que nesta sexta-feira assinou o convênio de cooperação que permitirá a realização de estudos técnicos, financeiros e comerciais do setor produtivo do etanol e suas reais possibilidades de atender à demanda sul-coreana.
O documento foi assinado pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e pelo presidente da Samsung Brasil, Sun Young Kim.
A Coréia do Sul pretende misturar à gasolina comum 10% de etanol produzido de cana-de-açúcar, e atender assim seus compromissos no Protocolo de Kyoto para evitar o aquecimento global.
Após uma série de testes práticos, o país asiático estaria incorporando o etanol em sua matriz energética a partir de 2009, com um potencial de demanda de 400 milhões de litros por ano.

Fonte: Agência JB Online

Petrobras investirá US$ 750 milhões na Bolívia

A Petrobras prevê investimentos de US$ 750 milhões na Bolívia. A informação foi divulgada neste domingo pelo jornal boliviano 'La Razón', citando o assessor especial para Assuntos Internacionais do presidente Lula, Marco Aurélio García. Segundo ele, o investimento permitirá, no médio prazo, 'um crescimento importante da produção de gás' naquele país.
Na sexta-feira, Garcia reuniu-se com funcionários do governo boliviano para planejar a próxima viagem de Lula ao país. O presidente brasileiro chegará à Bolívia no dia 16, onde se reunirá com Evo Morales e com a presidente do Chile, Michelle Bachelet.
O encontro, no qual serão anunciadas as obras de um corredor bio-oceânico, estava previsto para a próxima quarta-feira, mas foi adiado a pedido de Lula.
Os governos da Bolívia e Brasil também devem anunciar no dia 17 a sociedade entre a Petrobras e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).
A Petrobras, maior companhia estrangeira na Bolívia, foi uma das mais afetadas pela decisão do presidente Evo Morales de nacionalizar os hidrocarburos. Desde então, a estatal brasileira só realizou os investimentos necessários para manter suas atividades já existentes no país vizinho.
Na sexta-feira, o ministro dos Hidrocarburos, Carlos Villegas, reconheceu que houve tensões com a Petrobras, 'como sempre existem em uma relação contratual', mas assegurou que 'o importante é que os governos da bolívia e do Brasil jamais se distanciaram'.

Ações da Petrobras caem, juntamente com contratos de petróleo. Bovespa recua

As ações da Petrobras, que dispararam na abertura dos negócios com uma nova descoberta da Petrobras no Espírito Santo, passaram ao território negativo com a queda do petróleo no mercado internacional. Com isso, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) passou a registrar leve queda, de 0,46%, às 17h, aos 65.490 pontos. Durante a manhã, o índice da carteira teórica da bolsa paulista havia ultrapassado a barreira dos 66 mil pontos.
Segundo o analista econômico da Mercatto, Gabriel Goulart, o mercado também registrava um pequeno movimento de realização de lucros - quando investidores vendem parte dos papéis de suas carteiras para embolsar os ganhos dos últimos dias.
- Houve apenas notícias positivas hoje. Nos Estados Unidos, o pay roll (folha de pagamentos) veio melhor que o esperado e isso mostrou que a economia do país está sólida. No entanto, alguns investidores passaram a achar que o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), irá promover um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na semana que vem, e não de 0,50 ponto percentual - explica.
Com este pretexto, avalia, o mercado teria aproveitado para vender papéis e realizar seus ganhos.
As ações da estatal, que chegaram a bater R$ 84,52, tinham queda de 0,06%, a R$ 80,60. No mercado internacional, os contratos do petróleo tipo WTI caíam 2,97% em Nova York, a US$ 87,55. Em Londres, o Brent caía 2,75%, a US$ 87,61.
- As ações das empresas de petróleo estão em queda no mundo todo. Se não fosse a descoberta, o papel da Petrobras estaria caindo mais - diz Goulart.

Fonte: O Globo Online

Bolsa oscila junto com NY; Petrobras tem leves ganhos

Depois de uma abertura vigorosa, na qual o índice Bovespa ultrapassou a marca dos 66 mil pontos, a Bolsa paulista inverteu o sinal e passou a registrar perdas. Às 13h35, o Ibovespa caía 0,12%, a 65.709 pontos, depois de ter atingido a mínima do dia até este horário a 65.640 pontos (-0,23%).
O Ibovespa acompanha a piora de desempenho do mercado acionário de Nova York. No mesmo horário, o índice Dow Jones caía 0,05%; o Nasdaq-100 recuava 0,35% e o S&P 500 cedia 0,15%.
Outro fator que também contribui para a mudança de terreno do Ibovespa é a desaceleração das ações da Petrobras. Depois de subir quase 5%, as ações da estatal devolveram parte dos ganhos e agora registram altas mais modestas.
Às 13h41, os papéis preferenciais (PN) da Petrobras ganhava, 0,66%, a R$ 81,18, e registravam, também, o maior volume financeiro da Bolsa até o momento, com um giro de R$ 551,419 milhões - mais que o dobro do volume de negócios apresentado pelo segundo colocado. As ações ordinárias (ON) da estatal avançavam 0,80%, a R$ 95.

Qualidade das reservas da Petrobras favorece descoberta

As descobertas de gás e óleo leve anunciadas na noite de ontem pela Petrobras no campo de Camarupim, na Bacia do Espírito Santo, são mais relevantes pela qualidade do óleo encontrado e pelas potenciais reservas de gás - que apresenta déficit elevado no país - do que propriamente pelo volume encontrado no local, apesar de a Petrobras ainda não ter revelado os volumes da reserva, apontam geólogos e técnicos do setor.
O professor Giuseppe Bacoccolli, da UFRJ, destacou que na época de sua descoberta, o campo de Camarupim teve reservas anunciadas na faixa de 170 milhões de barris de óleo equivalente (considerando gás e óleo leve). "Isso está, é claro, muito longe do volume de 5 a 8 bilhões de barris e reserva encontrados em Tupi", lembrou, comentando que os resultados dos dois poços perfurados pela Petrobras vem confirmar boas perspectivas para a região, mas não mudam significativamente o quadro das reservas nacionais.
Situado ao Norte de Vitória, o campo de Camarupim já estava programado para entrar em operação em dezembro de 2008. O navio-plataforma FPSO (unidade que produz e armazena petróleo) Cidade de São Mateus foi afretado para produzir no campo 10 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, mais 35 mil barris de óleo por dia. A previsão, no entanto, é que a capacidade máxima da plataforma só seja atingida em 2010.
O campo, em que a El Paso também participa com 35%, está localizado exatamente ao lado de Golfinho, área em que a Petrobras também encontrou óleo leve e gás natural, e onde foram identificadas reservas potenciais de 450 milhões de barris de óleo equivalente (boe).Golfinho produz hoje em dois módulos, cerca de 150 mil barris por dia.
Em 2010, o Espírito Santo, pelas previsões da Petrobras, será o maior fornecedor nacional de gás natural do país, com cerca de 20 milhões de metros cúbicos por dia, ante a produção hoje de seis milhões de metros cúbicos diários, por causa da instalação de plataformas previstas no Plangás.

Fonte: Portal Exame

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Notícias

Equador volta a renegociar contratos com multinacionais, entre elas a Petrobras

O Equador vai retomar na segunda-feira a renegociação dos contratos com cinco companhias estrangeiras de petróleo, entre elas a Petrobras, indicou nesta quinta-feira à AFP o ministro de Minas e Petróleo, Galo Chiriboga.
Além da companhia brasileira, o governo equatoriano modificará os convênios com a Andes Petroleum (China), Perenco (França), Repsol-YPF (Espanha) e City Oriente (Estados Unidos), destacou o funcionário. As renegociações estão paralisadas há dois meses.
"Estamos formando cinco equipes integradas por advogados, economistas, analistas financeiros e organismos de controle", indicou Chiriboga.
Os diálogos estavam suspensos desde 8 de outubro, quando as empresas se recusaram a falar com as autoridades após o decreto presidencial que reduziu de 50 para 1% seus lucros extras pela alta do preço do cru.
O presidente Rafael Correa modificou a lei, vigente desde meados de 2006, que distribuía estes lucros em partes iguais, o que foi criticado por representantes as empresas em Quito.
As multinacionais assinaram convênios de participação que deixam ao Estado equatoriano 18% do volume de petróleo extraído, mas o governo pretende adotar uma nova modalidade em que as empresas faturarão os custos de operação e uma margem de lucro.

Fonte: AFP

Petrobras vai aumentar produção de gás na Bolívia

Os planos de investimento negociados pela Petrobras com o governo da Bolívia poderão aumentar a produção de gás em um volume entre 4 milhões a 6 milhões de metros cúbicos diários, segundo informou ao Valor o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Esse volume equivale a até 20% do que é fornecido hoje pela Bolívia ao Brasil e ainda depende do resultado das conversas sobre as garantias do governo boliviano aos futuros investimentos, ressalvou Garcia.
O anúncio dos investimentos da Petrobras é um dos pontos da agenda positiva que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende levar ao país na viagem que adiou para o dia 17, devido às negociações sobre a CPMF com o Congresso no Brasil.
O governo brasileiro quer também fixar com o presidente da Bolívia, Evo Morales, regras de garantias para empréstimos em condições favorecidas destinados ao financiamento da infra-estrutura do país. Entre os mecanismos estudados está o uso do gás fornecido ao Brasil como garantia (assim como o petróleo é usado em contratos com a Venezuela).
Precisamos garantir que a oferta se mantenha e se amplie. A Bolívia está assumindo compromissos com outros países e tem interesse em expandir a produção , comentou Garcia. A discussão sobre garantias para empréstimos e investimentos na Bolívia inclui mecanismos tradicionais, como o Convênio de Crédito Recíproco (CCR, espécie de câmara de compensação monetária entre países) e vem correndo de maneira tranqüila , garante ele. Eles têm claro, absolutamente claro que é fundamental que haja garantias plenas.
O governo brasileiro, que também deve tratar da entrega de tratores para agricultura familiar da Bolívia, está disposto a conceder prazos, carências e juros favorecidos, informou Garcia. Nossos juros não eram bons , comentou. Entre as obras com possibilidades de financiamento pelo Brasil está um projeto conhecido como Hacia el Norte, que permitiria uma ligação viária da Bolívia à rodovia peruana conhecida como Transoceânica, um projeto conjunto com o Brasil. Terá impacto grande, vai revitalizar regiões da Bolívia, que estão apoiando ou não o governo , diz Garcia, para quem o apoio do governo brasileiro não deve ser comprometido pelas disputas políticas internas da Bolívia.
Tem havido boa receptividade dos bolivianos, teríamos condições de entrar e favorecer muito a infra-estrutura do país , comentou. Para Garcia, as instituições bolivianas não permitirão que se concretizem as ameaças de separatismo no país, entre o Oriente, mais rico e com grandes reservas de gás, e o Centro e o Ocidente, onde estão as bases do governo.
Lula, ontem, deu mais um passo na aproximação com países da América Central para projetos conjuntos na área de biocombustíveis, ao receber o presidente de El Salvador, Antônio Saca, com quem assinou acordos de cooperação em etanol e biodiesel. Ao oferecer um almoço ao salvadorenho, no Palácio do Itamaraty, Lula chegou a anunciar que espera, no ano que vem, firmar um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Sica, o mercado comum formado pelos países centro-americanos e presidido em 2008 por El Salvador. O comércio entre Brasil e El Salvador é pouco superior a US$ 300 milhões e não foi iniciada ainda nenhuma negociação para o acordo.

Sergio Leo

Fonte: Valor Econômico

Petrobras vê 'grande potencial' de óleo e gás em novo campo

Descoberta na bacia do Espírito Santo acontece um mês após o anúncio de Tupi, a maior reserva do País
A Petrobras agitou novamente o mercado de petróleo, ao anunciar a descoberta de petróleo leve (de melhor qualidade) e gás natural ao norte do campo de Camarupim, na Bacia do Espírito Santo, com o poço pioneiro 4-ESS-177 e o poço exploratório 6-ESS-168. Segundo a estatal, a área de exploração tem "grande potencial", que deve ser atestado com pesquisas.
Há cerca de um mês, estudos da Petrobras revelaram que o recém-descoberto poço de Tupi, na Bacia de Santos, seria a entrada para a maior reserva de petróleo e gás do País.
O volume estimado da descoberta de Camarupim não foi revelado pela Petrobras. A estatal informa, nesta sexta-feira, 7, que vê potencial para novos poços na mesma bacia e já conta com ela no Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangas). Além de gás, o poço pioneiro constatou, também, a presença de óleo leve em reservatórios mais rasos, numa profundidade de 2.461 metros.
O poço foi perfurado numa lâmina d'água de 708 metros, no litoral capixaba, e encontrou reservatórios arenosos de 101 metros de espessura, saturados de gás, a uma profundidade de 3.417 metros. Neste bloco, o BM-ES-5, a Petrobras tem como sócia a americana El Paso Corporation, com participação de 35%.
O anúncio da nova descoberta da Petrobras ocorre praticamente passados 30 dias da confirmação do potencial de Tupi. Em 8 de novembro, o anúncio da descoberta histórica chacoalhou o mercado mundial e fez o governo rever as regras para o leilão de áreas de exploração por empresas privadas.
As ações da Petrobras dispararam na Bovespa e acumulam alta de 14,8% (PN) e 15.61% (ON).
Com o campo de Tupi, que tem reservas estimadas em 8 bilhões de barris, a estatal passou a ser uma das maiores companhias de petróleo do mundo.

Milton F.da Rocha Filho e Téo Takar

Expectativa sobre produção puxa ações da Petrobras

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, reduziu os ganhos do dia influenciado pelo desempenho das bolsas na Europa, que oscilam entre leves ganhos e perdas. O índice da Bolsa paulista chegou a registrar baixa de 0,36% no fim da manhã, mas com a melhoria de Vale e Petrobras e o bom comportamento das Bolsas de Nova York, voltou ao terreno positivo. Às 13h12, o Ibovespa avançava 0,72%, aos 65.397 pontos.
As ações PNA da mineradora viraram, caíram, mas voltaram a subir, no momento com alta de 0,75%. Petrobras PN subia 1,27% no horário citado. Operadores comentam que o mercado voltou a ficar fraco, com muita troca de ações dentro de mesmos setores.
Sobre Petrobras, a força das ações vem da perspectiva do mercado de que a empresa não deve parar seus anúncios de descobertas de novas reservas de petróleo. Alguns comentários dão conta de que a empresa planeja fazer anúncios regulares de descobertas. As estimativas positivas sustentam as ações. O petróleo, que já caiu hoje, passa por valorização esta tarde, o que também contribuiu para a alta de Petrobras. O contrato de petróleo leve negociado em Nova York sobe 0,65%..
A maior baixa dentre as 63 ações que compõem o Ibovespa é Net PN. A perda às 13h20 era de 4,87%. Nas altas, Lojas Americanas lidera, com o mercado trocando os papéis de Renner pelos da companhia de varejo.
As ações da Cosan sobem 1,14%. Os acionistas da empresa aprovaram ontem, em assembléia, a proposta de aumento de capital no montante de R$ 1,736 bilhão. Serão emitidas 82,7 milhões de ações ON, ao preço de R$ 21,00 cada. Quando esse anúncio foi feito, as ações reagiram em forte baixa.
Friboi cai 0,55%. A empresa vai pagar 225 milhões de euros (US$ 328 milhões) por 50% de participação na italiana Inalca, do grupo Cremonini, prosseguindo com a estratégia de expansão internacional de suas operações.

Aline Cury Zampieri

Fonte: Agência Estado

Setass auxília entidades que querem receber recursos da Petrobras

Hoje (07) na Casa da Cidadania, a Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência Social e Economia Solidária (Setass) deve realizar um colóquio para orientar entidades que queiram participar da seleção da Petrobrás. A reunião vai acontecer das 13 às 16h30.
A empresa petrolífera nacional deve investir em projetos sociais a partir do próximo ano. A seleção pública está aberta desde o último dia 21. As inscrições são gratuitas e serão encerradas às 18h, do dia 11 de janeiro de 2008.
Segundo Amirtes Carvalho, a Setass sempre auxilia aqueles que desejam buscar recursos e têm dificuldades com as normas estabelecidas nos editais.
Desenvolvimento e Cidadania Petrobrás - Pelo Programa Desenvolvimento e Cidadania, a Petrobrás deve fazer investimentos da ordem de R$ 1,2 bilhão até 2012 Com esse valor a empresa pretende beneficiar cerca de 4 milhões de pessoas diretamente e 14 milhões indiretamente. O teto máximo por projeto é de 690 mil reais. O objetivo é contribuir para a redução da pobreza e da desigualdade social com o financiamento em projetos que tenham atenção para as áreas de geração de renda e oportunidade de trabalho; educação para a qualificação profissional e garantia dos direitos da criança e do adolescente. A Petrobras vai priorizar aqueles direcionados a jovens de 15 a 29 anos.
De acordo com as regras, organismos governamentais, não governamentais e comunitários, legalmente constituídos no Brasil, sem finalidades lucrativas e que atuem no terceiro setor, podem se candidatar a receber os recursos do programa.
Mais informações podem obtidas pelo fone 0800 – 789001

Lucineia Ramos

Fonte: Última Hora

Segurança/Bandidos matam segurança da Petrobras e ferem outro

Vítimas trabalhavam na Unidade de Negócios de Gás Natural, no município de Pojuca

Um vigilante da Unidade de Negócios de Gás Natural (UNGN) da Petrobras do município de Pojuca, conhecido como Barros, foi assassinado a tiros, ontem à noite, por pelo menos dois assaltantes, que também balearam seu colega de prenome Frederico, internado em estado grave no Hospital São Rafael.
De acordo com informações não confirmadas, os seguranças foram baleados durante uma tentativa de assalto à unidade, quando teriam trocado tiros com os criminosos. O caso está sendo investigado pelo delegado Fábio Lordelo, titular da 2ª Coordenadoria do Interior (Coorpin), que não possui pistas dos bandidos.
Mas, segundo versão de Climério Chaves Reis, 53 anos, diretor do Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, os dois vigilantes foram acionados para verificar um acidente nas proximidades da unidade e se deslocaram numa picape Toyota Hillux até um entroncamento localizado a poucos metros da Companhia de Ferro e Ligas da Bahia (Ferbasa). No local, teriam sido surpreendidos pelos criminosos, que usavam uma picape Saveiro, pouco depois das 20h30.
Após baterem com a Saveiro no fundo da Hillux, os bandidos obrigaram os seguranças a descer do veículo e os fuzilaram. Os disparos chamaram a atenção de populares, que acionaram a polícia. Instantes depois, militares encontraram Barros a cerca de 100 metros do colega, ferido no pescoço e tórax.

Fonte: Correio da Bahia

ACT 2007

Foi realizada em São Sebastião, nesta quinta feira última, a Assembléia para deliberar sobre o Acordo Coletivo de Trabalho 2007.
A direção sindical indicou a rejeição e assim ocorreu, temos uma parcial de 60 votos contrários, 28 favoráveis e uma abstenção. Aguardamos agora a realização das Assembléias em Santos.
Reitero o que já foi escrito antes quanto aos motivos para rejeitarmos a proposta:
- Do “Ganho Real” podemos dizer que a proposta foi exatamente a mesma, os mesmos 4,18% que haviam oferecido antes, porém somou-se 2,32% na RMNR que no TOTAL incidirá nos tão falados 6,5%. Lembro que estes não refletem nas férias nem no décimo terceiro e é por isso que optam por aumentar o “abono”, e para “adoçar” a boca dos companheiros oferecem um prêmio por assinatura no valor de 80% de uma remuneração. Além de não avançar neste quesito, a empresa ignorou a reivindicação da categoria do reconhecimento das áreas de periculosidade e do pagamento a quem é devido, eliminando a RMNR e dando um merecido AUMENTO para todos.
- Do “Auxilio Ensino Superior” percebemos que a empresa tenta claramente ludibriar a categoria ao se comprometer a “estruturar um programa que viabilize o benefício educacional para cursos de nível superior para empregados e dependentes”. Chega de promessas, queremos ação!!! De promessas não cumpridas bastam os políticos.
- Das “Melhorias na AMS”, não há nenhuma, cadê a inclusão de pais e mães conforme reivindicado pela base?
- Da “Inclusão Digital” digo apenas uma coisa, quiosques uma ova, queremos internet para todos!!!
Quanto à “Vigência do Acordo”, eles prometem algumas coisas que serão discutidas apenas daqui a dois anos se esta vigência for mantida, podem esquecer o ensino superior, pois esta discussão só será tida em dois anos, e mesmo assim reivindicaremos e eles podem negar novamente.

Por isso, prezados companheiros, proponho que rejeitemos sem pestanejar este acordo que está muito aquém das expectativas da categoria.

Petrobras descobre novos reservatórios de gás natural e óleo leve na Bacia do Espírito Santo

A Petrobras anunciou a descoberta de novos campos de gás natural e óleo leve na Bacia do Espírito Santo. Segundo a empresa, a existência desses reservatórios, ao norte do campo de Camarupim, confirma o "grande potencial de gás e óleo leve dessa bacia".
A descoberta foi confirmada após a perfuração de dois poços (um pioneiro e outro exploratório). O poço pioneiro foi perfurado numa lâmina d'água de 708 metros, no litoral capixaba, e encontrou reservatórios arenosos de 101 metros de espessura, saturados de gás, a uma profundidade de 3.417 metros. Esse poço, localizado no bloco exploratório BM-ES-5, é operado pela Petrobras, que tem 65% de participação, em parceria com a empresa norte-americana El Paso Corporation, que detém os 35% restantes.
Além de gás, o poço pioneiro constatou, também, a presença de óleo leve em reservatórios mais rasos, numa profundidade de 2.461 metros. Segundo a empresa, essa descoberta reforça o grande potencial de prospectos ainda não perfurados no mesmo bloco.

Fonte: Valor Online

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Notícias

Bahiagás e Petrobras definem acordo sobre gás natural

A distribuidora Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) e a Petrobras assinarão hoje o termo de compromisso que garantirá o aumento da oferta de gás natural ao estado da Bahia. O acerto trará um aumento no preço do insumo, como prometido pela diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, mas ainda assim manterá a competitividade do gás frente aos outros combustíveis.
O termo de compromisso a ser definido entre as duas companhias deveria ter sido fechado em agosto deste ano, mas foi adiado pois, no dia em que sua assinatura seria sacramentada, a Petrobras anunciou a aquisição da Suzano Petroquímica.O adiamento permitiu à estatal federal rever alguns dos pontos do acordo, inclusive o preço do insumo, uma vez que os meses seguintes mostraram que a relação entre oferta e demanda por gás natural estava longe de estar confortável. Prova disso é que, em outubro, a Petrobras reduziu o fornecimento de gás para as distribuidoras Comgás, CEG e CEG-RJ, todas com atuação na região Sudeste.
Com este cenário, a Petrobras viu a necessidade de aumentar os preços de gás natural, até mesmo para financiar seus investimentos na exploração de novos poços. Apesar disso, o acordo que deverá ser fechado em breve é visto com bons olhos pela distribuidora baiana. Isso porque, a estatal alterou o prazo para os repasses no preço do gás às distribuidoras. O presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, explica que a Petrobras havia sugerido que o aumento nos preços do insumo acontecesse até abril de 2008. A distribuidora então intensificou as negociações com a estatal e prorrogou esse prazo para novembro de 2009. "A proposta antiga da Petrobras traria um impacto muito grande ao mercado. Agora, com esse reajuste diluído ao longo de dois anos, o gás manterá a competitividade diante de outros combustíveis", afirma o executivo.
Ele lembra que os preços da energia elétrica estão em ascensão, e o custo do óleo e da gasolina, atrelado ao preço do barril do petróleo, também está em nível elevado. Já o álcool está sujeito a aumentos no período de entressafra, o que também pode ser um ponto negativo frente ao gás natural. Os repasses a serem praticados até 2009 estão atrelados a uma cesta de óleos, mas é provável que os aumentos fiquem entre 27% e 37%, o que mantém a competitividade do gás ante aos outros combustíveis.
Magalhães, que também é vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), acredita que o acordo entre Petrobras e Bahiagás deverá ser seguido pelas outras distribuidoras da região. É o caso de empresas que também precisam definir novos acordos com a Petrobras, como a Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). O acordo da Bahiagás terá validade por cinco anos e deverá entrar em vigor até janeiro do próximo ano, segundo o executivo.

André Magnabosco

Fonte: InvestNews

Petrobras voltará à Justiça para controlar fornecimento no Rio

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem que a empresa vai "recorrer em todas as instâncias" da decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que obriga a estatal a fornecer gás natural para as distribuidoras fluminenses CEG e CEG-Rio, em quantidades maiores do que o volume estabelecido em contrato.
Na segunda-feira, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou recurso da estatal que pedia a cassação da liminar, solicitada pelo governo do Rio, que mantém a entrega de 7,2 milhões de metros cúbicos de gás por dia às distribuidoras. No dia 30 de outubro, a Petrobras cortou o fornecimento em 2,1milhões de metros cúbicos, com o argumento de que o contrato estabelece assinado com as distribuidoras estabelece a entrega de 5,1 milhões de metros cúbicos.
A Petrobras tem contrato de preferência para abastecer as usinas térmicas movidas a gás. O contrato foi assinado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para garantir energia ao sistema interligado (termelétricas, hidrelétricas, eólicas e outras fontes). O Operador Nacional do Sistema (ONS) já havia retirado de sua cota de energia 4,3 mil megawatts (MW) gerados por gás natural, porque esse montante não era garantido pela estatal. Por isso, a Petrobras teve que assinar um Termo de Compromisso com a Aneel para garantir o fornecimento do insumo sempre que o ONS acionasse as usinas térmicas.
A decisão judicial de garantir o abastecimento de gás foi tomada inicialmente no dia 30 de outubro, a pedido do governo estadual do Rio. Desde então, a Petrobras tem tentado derrubar a liminar.
Gabrielli disse que vai continuar a disputa na justiça porque o mercado de gás tem que funcionar com contratos. "Não pode ser um mercado que funciona como uma prateleira, onde você chega e compra o que precisa. Recorremos e vamos continuar recorrendo até a última instância".
A decisão de Gabrielli de manter a disputa judicial foi bem recebida pelos grandes consumidores de energia. Uma fonte do mercado disse que a Petrobras deve privilegiar o fornecimento de energia para as térmica, sob risco de colocar em colapso o sistema energético do País. Ele disse que, pelo modelo energético, as térmicas financiaram a construção do gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), pagando a energia gerada pelo gás mesmo quando não usavam o insumo. Segundo a fonte, as conseqüências dessas medidas judiciais podem ser muito sérias, porque o ONS pode retirar o volume sob litígio da oferta firme do sistema interligado, reduzindo ainda mais a disponibilidade de energia no País.

Fonte: Gazeta Mercantil

Aposentados da Petrobras tiram a roupa em protesto

Seis funcionários aposentados da Petrobras tiraram a roupa na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto, para exigir isonomia salarial em relação ao pessoal da ativa. Um grupo total de 50 pessoas, a maioria do Rio, reclama que a situação dos cerca de 60 mil aposentados e pensionistas do setor só piorou nos últimos anos. "O governo nos desnudou", disse Jorge Rosa, de 60 anos, um dos que, por alguns minutos, abaixaram a calça e suspenderam a camisa.
O manifestante Luiz Carlos Ferreira Costa, de 67 anos, um dos líderes do protesto, disse que há contrato que garante aos aposentados receberem pelo menos 90% da remuneração de quem está na ativa. "Estamos sendo discriminados", reclamou. "O que era ruim no governo Fernando Henrique piorou no governo Lula." Há cerca de um mês, os aposentados fizeram um manifesto semelhante diante da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.
Antes do protesto em frente ao Palácio do Planalto, os petroleiros visitaram ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Eles cobraram uma posição da Justiça sobre o caso. Os manifestantes não entregaram carta ou tentaram uma audiência com o presidente Lula ou assessores do Planalto.

Fonte: A Tarde Online

Petrobras cai em ranking mundial de empresas petrolíferas

A Petrobras perdeu posições no ranking anual das 50 principais empresas petrolíferas do mundo, caindo do 14º para o 15º lugar. A lista foi publicada esta semana pela revista "Petroleum Intelligence Weekly" ("PIW") e é baseada nos resultados operacionais de mais de 130 companhias do setor em 2006. Desta vez, o ranking voltou a ser liderado pela Saudi Aramco, a petrolífera estatal da Arábia Saudita.
Assim como a Petrobras, a espanhola Repsol YPF, a venezuelana PDVSA e a mexicana Pemex também perderam posições nesta classificação. A Repsol YPF passou do 21º para o 25º lugar. A estatal venezuelana fica em 5º, perdendo a quarta posição do ano passado para a britânica BP. A estatal mexicana saiu das primeiras dez e ficou agora em 11º lugar.
Por outro lado, a colombiana Ecopetrol, 100% estatal, subiu uma posição, de 40º para 39º. A estatal iraniana NIOC também subiu uma colocação, até a segunda posição, deixando a americana Exxon Mobil em terceiro lugar. Já a anglo-holandesa Royal Dutch Shell se mantém na sexta posição em relação à classificação do ano passado. A francesa Total perdeu duas posições, passando do 8º para o 10º lugar, enquanto a russa Gazprom subiu três posições, do 15º para o 12º.
O ranking da "PIW", referência reconhecida no setor, usa seis critérios que permitem comparar a atuação tanto das petrolíferas privadas quanto das estatais.
O "Energy Intelligence", que edita a revista, destacou em comunicado que, apesar de a maioria das 23 empresas do setor que subiram no ranking ser de propriedade estatal, outras companhias do gênero, como Pemex, PDVSA e a kuwaitiana KPC, continuam caindo.
Segundo o "Energy Intelligence", esta queda se deve ao fato de essas companhias, como muitas outras na lista, não dedicarem o crescimento constante de lucros a uma expansão operacional.
O "Top 50" é a antecipação de uma classificação das 100 principais empresas petrolíferas do mundo, que será publicada ainda este mês.

Fonte: O Globo Online

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Petrobras deve elevar armazenagem em Cingapura

A Petrobras pretende aumentar em mais de quatro vezes a capacidade de armazenagem de óleo combustível em Cingapura, arrendando tanques da Chemoil, maior empresa de abastecimento de combustível marítimo nos portos de Nova York, Los Angeles e Canal do Panamá.
A Chemoil, negociante de óleo combustível e de combustíveis marítimos listada na bolsa de Cingapura, inicializará as operações do seu novo Terminal Helios, com capacidade de 450 mil metros cúbicos, na Ilha de Jurong, no dia 10 de janeiro.
Robert Chandran, diretor-executivo da Chemoil, não revelou o nome da companhia que alugará os tanques de US$ 122 milhões, mas fontes da indústria afirmaram que a empresa é a Petrobras, que também possui 50 mil metros cúbicos de capacidade no terminal de Penjuru da Chevron, em Cingapura.
A brasileira é importante fornecedora de combustíveis marítimos com baixo teor de enxofre na Ásia, comercializando entre 30 mil e 50 mil toneladas mensais. Além disso, oferece outros tipos de óleo combustível com baixo teor de enxofre para regiões como Taiwan.
A Chemoil espera aumentar sua produção mensal de combustível de 200 mil para 300 mil toneladas, em Cingapura.

Fonte: Gazeta Mercantil

ACT 2007

O Sindipetro-LP irá realizar no dia 6 e 7 de dezembro assembléias para deliberar sobre o Acordo Coletivo de Trabalho, com indicativo de rejeição da proposta, continuidade da assembléia permanente, organização de atos e paralisações. Em Santos, a assembléia será realizada no dia 6 às 10h para o pessoal do turno e às 19h para o pessoal do ADM.
No dia 7 será realizada às 15h para os aposentados. Já em São Sebastião será realizada no dia 6 às 16h30 em primeira chamada e às 17h em segunda.

Contamos com a presença maciça dos trabalhadores para podermos avançar nas conquistas. Na última reunião realizada com o RH da empresa ficou comprovado mais uma vez que a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) está no caminho certo: conseguimos a retirada da cláusula do Banco de Horas da proposta.

Não aceitaremos um Plano rebaixado! Com luta e união conseguiremos progredir no atendimento das principais reivindicações. Nós já mostramos que temos fôlego e disposição para encarar essa luta!

Fonte: Sindipetro LP

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Nota de Falecimento

O companheiro Guilherme Rodrigues, 72 anos, aposentado e membro do Conselho Deliberativo da Associação de Mantenedores-Beneficiários da Petros (Ambep) faleceu ontem, após discursar contra o Plano na assembléia específica para os aposentados. Rodrigues sofreu um enfarto e imediatamente foi atendido pelo médico do Sindipetro-LP, Dr. Ivan Stefani. Após receber os primeiros socorros, o aposentado foi levado por uma equipe de resgate do Corpo de Bombeiros para o PS Central de Santos, mas não resistiu.

Guilherme é um dos muitos aposentados com história de luta a atuação combativa no movimento sindical. Estava aposentado há 23 anos e na época de ativa era desenhista da empresa. Foi diretor da Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do Sistema Petrobrás (Astaipe-Santos), e sempre esteve presente nas assembléias e momentos importantes da luta contra as discriminações dentro e fora da empresa.


A equipe d'O Transpetroleiro está de luto por este prezado companheiro e envia seus votos aos familiares do aposentado

FNP CONQUISTA A RETIRADA DO BANCO DE HORAS DA PROPOSTA

Agora é hora de arrancar da empresa aumento real e fim das discriminações

A Frente Nacional dos Petroleiros irá realizar assembléias até o dia 7 de dezembro em todos os seus sindicatos para deliberar sobre o Acordo Coletivo de Trabalho, com indicativo de rejeição da proposta, continuidade da assembléia permanente, organização de atos e paralisações. No dia 8 de dezembro a FNP também realizará uma Plenária Nacional da Categoria, em São José dos Campos, com indicativo de iniciarmos a greve com controle de produção.
Os trabalhadores devem comparecer em massa para mostrar mobilização e podermos avançar nas conquistas. A última reunião com o RH da empresa, realizada no dia 26, mostrou que a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) está no caminho certo: conseguimos a retirada da cláusula do Banco de Horas da proposta.
Enquanto isso, a FUP já vinha realizando assembléias em suas bases com indicativo de aprovação antes mesmo das negociações com a FNP. A exemplo do capítulo do PCAC, o braço sindical da companhia dá mais uma prova de que está realmente do lado da empresa ao pedir que a categoria aceite um acordo rebaixado.
Aqui no Litoral Paulista será diferente! Ao contrário da federação amiga da companhia, os sindicatos da Frente acreditam que é possível progredir no atendimento das principais reivindicações. Temos fôlego e disposição para isso!

Jogo sujo

E nessa batalha pela retirada de direitos o RH está jogando pesado. Quando os representantes da FNP sugeriram na reunião que o número de liberações de sindicalistas em cada base fosse proporcional ao número de trabalhadores para garantir uma representação mais justa do que a que existe hoje, a empresa deixou no ar que se indicássemos a assinatura do ACT seria possível avançar nesse ponto. É uma clara demonstração de tentativa de compra dos diretores sindicais da FNP usando como moeda a autorização para mais liberações nas suas bases.

Veja a resposta da empresa para algumas reivindicações dos representantes dos sindipetros da FNP:

Reajuste e Ganho Real de 7,5% para os empregados da ativa e aposentados - a empresa não atende, só com greve e se a correlação de força favorecer os trabalhadores.

Que no texto do acordo conste que as tabelas sejam anexadas ao ACT, e que cite que todas as tabelas serão reajustadas pelo índice - a empresa concordou.

Que na cláusula 33 (RMNR) constem todos os adicionais que a compõem e que todas as tabelas façam parte do ACT. Segundo a empresa são mais de 20 tabelas - a empresa concordou.

Que na cláusula 41 - Comissão da AMS, conste o item do Comitê da A.M.S. que este comitê substituirá a comissão ao longo da vigência do ACT, que faz parte da carta compromisso - a empresa aceitou, mas não concordou em incluir as entidades representantes dos aposentados.

Cláusula 77 - (76 no ACT 2005/2007) inclusão do Banco de Horas com dois parágrafos - aceitou alterar a redação e alegou "erro material" da FUP por vontade de assinar o ACT e por concordar com o Banco de Horas. A FNP conseguiu retirar o Banco de Horas do ACT.

Anistia - Argumentamos que poderíamos avançar na reintegração de todos os anistiados - a empresa se comprometeu a entregar a relação com os possíveis anistiados, enviada para Comissão de Anistia em Brasília; Sobre a Recomposição do ATS para os trabalhadores da Interbrás e da Petromisa a empresa afirmou que não pagaria o retroativo. Apontamos este erro e a necessidade de fazer o mesmo com os trabalhadores que vieram de estatais ou empresas públicas, pois existe uma Súmula do TST e consta em norma da companhia - a empresa concordou em pagar a partir da vigência do ACT, primeiro de setembro. Mais uma conquista da FNP, abandonada pela FUP.

Aumento por Mérito/Avanço de Níveis dos Anistiados desde 1995 - A empresa afirmou que está analisando, solicitamos que fosse resolvido. A empresa solicitou uma relação de todos os trabalhadores que estão nestas condições. Uma Conquista desta reunião.

Nossas lutas:

- Reajuste e Ganho Real de 7,5% para toda a Categoria!
- Aumento do efetivo e pagamento das horas extras realizadas!
- Periculosidade de 30% pra valer!
- Reajuste único para todas as tabelas e para todos os trabalhadores!
- Cumprimento da lei de anistia - com reintegração de todos; com pagamento do ATS e dos aumentos por méritos!
- Isonomia na AMS - com inclusão dos pais e custeio integral!
- Contra acordo de dois anos!
- Definição da aposentadoria especial!
Fonte: Sindipetro LP

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Marinha faz simulação para treinar defesa do porto de São Sebastião

Pelo menos 150 militares da Marinha participaram nesta quarta-feira (28) de um treinamento anti-terrorismo, no canal de São Sebastião, no Litoral Norte. A simulação serve para melhorar a defesa portuária e preparar os funcionários para uma situação de invasão. Eles controlam a passagem dos navios, fazem vistorias em pequenas embarcações e em todos os acessos ao porto e ao Tebar.
O terminal Almirante Barroso é a maior preocupação da Marinha em casos como esse. Por ele passam todos os dias cerca de 800 mil barris de petróleo, ou seja, 55% de todo o petróleo produzido no país. Um ataque terrorista no local comprometeria o abastecimento de quatro refinarias brasileiras.
São 3 dias de exercícios. A tropa inimiga está infiltrada na região. E pode tentar um ataque com mergulhadores ou se passando por moradores que circulam. “Eles não estão usando uniformes, estão utilizando roupas de uso normal, para se parecer mais com elementos hostis”, explicou o capitão Cláudio Viola, comandante da Capitania dos Portos.
O desafio é não interferir nas atividades do porto e não afetar a rotina dos moradores. O navio de guerra americano foi comprado pela Marinha Brasileira há 30 anos. Ele trouxe os fuzileiros, lanchas e carros de combate. E há também uma pista para o pouso de helicópteros e uma rampa para desembargar as viaturas em praias. Em dois dias de operação a tropa atacou e foi atacada. “O exercício não é um jogo de perde e ganha. O importante é treinar ambos os lados, principalmente o lado que faz a defesa”, disse o capitão.
O treinamento termina nesta quinta-feira (29).

Fonte: VNews

Resposta ao comentário feito no Post "Oposição encarna Nostradamus"

Em primeiro lugar estamos do lado da categoria. Que isto fique claro. Não devemos defender um ou outro sindicato, e sim a “vontade da maioria”. Já que foi citado o PCAC, não acho que foi um Plano lá muito bom, há, conforme o estudo que divulguei, diversos pontos que deveriam ser revistos e melhorados. Porém, a estrutura sindical que possuímos nos deixa fracos na luta, sem grande representatividade. A categoria não possui mais a mesma união e força de outrora. Antigamente as decisões eram tomadas e todos seguiam unidos em todo o país. Hoje, infelizmente houve este racha FNP e FUP, que só prejudicou a nós petroleiros.
Resolvemos aprovar o PCAC por “livre e espontânea pressão” como você disse, pois estávamos sós na luta por este. Não adiantava mais ficar rejeitando o Plano de Cargos, nosso sindicato permaneceu por mais de um mês sem tomar qualquer atitude, não digo nem que foi por má vontade, mas não há força devido ao racha da categoria. Você acha que se houvesse uma greve aqui por causa do PCAC os demais petroleiros adeririam sendo que o PCAC Petrobras não havia sequer tido uma assembléia? A direção atual perdeu o apoio da base e por isso não tem mais força de luta, o que é realmente uma pena.
Que fique claro que todos nós apoiamos a luta dos TMs, por unanimidade, quando ainda era tempo para isso. Nós, Técnicos de Administração, já havíamos lucrado bem quando rejeitamos a proposta pensando em nossos companheiros.
Você falou de manipulação meu prezado, mas você, com um comentário deste nível, não está sendo mais do que massa de manobra, pois comentário como este tem o mero intento de rachar ainda mais a categoria.
Aqueles que conversaram diretamente conosco, ao invés de tentar denegrir nossa imagem por aí, dissemos isso. O tempo de luta passou, “por enquanto”. O PCAC passou a integrar o ACT, e podemos revê-lo no futuro próximo.
Temos que pensar agora no ACT que está em pauta, e se você acha que devemos aceitar este acordo tão precipitadamente enquanto é tempo de reivindicar, realmente não sei de que lado está...
Concluindo, para você tomar ciência antes de dizer que queremos manipular a categoria pensando nas próximas eleições sindicais (2009), talvez eu nem esteja aqui, pois irei concorrer a vereador nas próximas eleições de meu município (2008). Porém, enquanto estiver aqui, não me calarei perante as injustiças (como anulações de assembléias, contagens erradas de votos, etc...).

Atenciosamente

Leo Rocha
Um trabalhador lutando pelos direitos da categoria (até mesmo daqueles que não reconhecem e sabem apenas criticar)

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Entidades que ocuparam ANP lançam fórum permanente de luta contra os leilões de petróleo

Por doze horas seguidas, cerca de 300 integrantes do MST, CUT, FUP, Sindipetro Unificado do Estado de São Paulo, Sindipetro PR/SC, Sindipetro-RJ, Sindipetro Caxias, Sindipetro SE/AL, Frente Internacionalista dos Sem-Teto, Movimento Nacional de Luta por Moradia, dentre outras entidades e partidos políticos ocuparam no dia 27 a sede da Agência Nacional de Petróleo (ANP), no Rio de Janeiro. A ocupação foi encerrada por volta das 22 horas, após audiência com o diretor geral da Agênica, Haroldo Lima. Os líderes da ocupação entregaram ao diretor da ANP o manifesto que as entidades, personalidades e trabalhadores apresentaram ao presidente Lula e seus ministros, cobrando a suspensão dos leilões de petróleo e gás e a revogação da atual Lei do Petróleo.
As entidades lançaram o Fórum Permanente de Luta contra os leilões de petróleo e agendaram uma nova reunião com Haroldo Lima para apresentar as propostas dos trabalhadores e dos movimentos sociais. O objetivo do Fórum é garantir que “os recursos minerais do Brasil sejam priorizados para amenizar o grande custo social do desemprego e da exclusão social, para o aumento de nossas reservas energéticas e para melhorar a vida de nosso povo, mas não para aumentar a exportação, reduzir a crise energética dos Estados Unidos e demais países do chamado “Primeiro Mundo”, nem garantir o lucro das multinacionais do petróleo”, conforme relatam no documento divulgado ao final da ocupação. A reunião com a ANP deve ocorrer antes do dia 11 de dezembro, quando as entidades voltam a se encontrar para dar prosseguimento à luta pela interrupção do leilões de petróleo e nacionalização dos recursos energéticos do Brasil.
A 9ª Rodada de Licitações que a Agência Nacional de Petróleo encerra nesta quarta-feira, 28, está leiloando 271 blocos de exploração de petróleo e gás de nove bacias sedimentares, que equivalem a uma área superior a 73 mil quilômetros quadrados Ao todo, 67 empresas – 35 delas, estrangeiras - estão disputando essas áreas de exploração de petróleo, consideradas por especialistas do setor como de elevado potencial. Apesar do governo federal, após a descoberta do Campo de Tupi pela Petrobrás, ter retirado deste leilão 41 blocos da Bacia de Santos, regiões de grande potencial de produção de petróleo e gás continuam à venda nas bacias de Campos, Espírito Santo, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Rio do Peixe, além da própria Bacia de Santos.
Veja a íntegra do documento divulgado pelas entidades que realizaram a ocupação da sede da ANP, no dia 27, em protesto contra os leilões de petróleo e gás:

CONTRA A 9ª RODADA DE LEILÕES DE PETRÓLEO DO GOVERNO LULA E ANP
OCUPAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE PETRÓLEO EXIGE O FIM DOS LEILÕES E A DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL E POPULAR
PELA NACIONALIZAÇÃO DO PETRÓLEO E GÁS!

No dia 08 de novembro, o governo Lula anunciou a descoberta de mais um campo de reservas de petróleo e gás na costa litorânea santista. Com esta nova descoberta o Brasil deixa o 17º lugar na produção mundial de hidrocarbonetos e poderá passar para o 12º lugar. Nossas reservas podem superar os 20 bilhões de barris. Exigimos que os recursos minerais do Brasil sejam priorizados para amenizar o grande custo social do desemprego e da exclusão social, para o aumento de nossas reservas energéticas e para melhorar a vida de nosso povo, mas não para aumentar a exportação, reduzir a crise energética dos Estados Unidos e demais países do chamado “Primeiro Mundo”, nem garantir o lucro das multinacionais do petróleo.
Lula, assim como FHC, segue entregando nossas riquezas naturais ao capital internacional. Só a Petrobras, empresa construída com o dinheiro do povo brasileiro, pode garantir este tipo de descoberta. As empresas multinacionais jamais arriscariam tal investimento, mas pretendem garantir seus lucros a partir do nosso dinheiro e nosso investimento em pesquisa e profissionais qualificados.
A crise energética que estava prevista para 2010 já chegou. O preço do barril de petróleo já está próximo dos 100 dólares na bolsa de Nova Iorque, uma vez que as reservas mundiais se esgotam pelo crescente consumo dos Estados Unidos e da China. As nossas reservas poderiam garantir não só a nossa soberania, mas também o nosso consumo interno a preços reduzidos. Porém, hoje o governo Lula não só mantém a Lei do Petróleo de FHC que acabou com o monopólio estatal na extração e exploração, mas também está leiloando mais 271 campos de petróleo e gás. A 9ª Rodada de Licitação, que ocorre no Rio de Janeiro, está entregando às multinacionais as nossas riquezas e o nosso futuro.

Por tudo isso, ocupamos a Agência Nacional de Petróleo para exigir do governo:

A revogação da Lei do Petróleo, instituída por FHC em 1997;
A entrega em mãos do Sr. Haroldo Lima, Diretor Geral da ANP, do Manifesto das entidades, dos trabalhadores e do povo exigindo o fim do Leilão;
Nacionalização do Petróleo e gás;
Soberania Já;
Em defesa de nossas riquezas naturais!

A vitoriosa ocupação foi realizada por: CONLUTAS, MST, FUP, FNP, CUT, Frente Internacionalista dos Trabalhadores Sem-Teto, SINDIPETRO SE/AL, SINDIPETRO RJ, SINDIPETRO Unificado SP. SINDIPETRO PR/SC, PSTU, PCB, Sindipetro Caxias, PSOL, Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Federação Anarquista/RJ SINTTEL/RJ, Sindijustiça, Sindicato dos Vigilantes/RJ e PDT.
O movimento contou com o apoio dos Deputados Estaduais Paulo Ramos (PDT/RJ) e Marcelo Freixo (PSOL/RJ).
Convocamos toda a sociedade para se somar nessa luta pelo fim dos leilões do petróleo e gás, pela construção do novo marco regulatório com o objetivo de que essas riquezas energéticas sejam utilizadas em benefício do povo brasileiro!

Fonte: Imprensa FUP

Nota do Editor:
Os grifos foram feitos por minha parte para destacar trechos que julguei de importância.